A Câmara de Vereadores de Japeri, na Baixada Fluminense,
aprovou aumento de 25% dos salários dos servidores efetivos e comissionados da
Casa em meio à pandemia do novo coronavírus. A medida entra em vigor a partir
de abril, após publicação no Diário Oficial do município na terça-feira (24). O
salário atual de um vereador é de R$ 10,5 mil e, com a mudança, passa para R$
13,12 mil.
Devido ao isolamento para tentar conter a disseminação
rápida da doença, a situação financeira de municípios, estados e da União tem
causado preocupação. Nesta quinta (26), o governador do Rio chegou a pedir
ajuda financeira ao governo federal para evitar um colapso financeiro do
estado.
Em mensagens enviadas à TV Globo, servidores da Educação de
Japeri se indignaram com o aumento já que a categoria busca, desde 2008, pelo
plano de cargos e salários. Atualmente, o pagamento bruto de um professor é de
R$ 2,4 mil.
O presidente da Câmara Municipal, Márcio Manequinha, alegou
que a ação é uma recomposição da perda pelos índices da inflação acumulados
desde 2015, ou seja, que desde o ano citado, os servidores não receberam reajustes
a título de recomposição.
Além disso, o parlamentar afirmou que a medida, prevista na
Lei, foi planejada no início de janeiro deste ano, antes da declaração de
pandemia do novo coronavírus.
Japeri possui um dos piores Índices de Desenvolvimento
Humano da Região Metropolitana, e um dos maiores em casos de homicídios
dolosos, contabilizando 58 crimes a cada 100 mil habitantes.
Essa mesma cidade completou, em junho de 2019, 28 anos de
emancipação com três dias de festa e um cachê de R$ 250 mil para show da
cantora Ludmilla.
O governador do RJ, Wilson Witzel, afirmou nesta
quinta-feira (26) que o estado pode entrar em um 'caos financeiro' caso o
governo federal não apresente recursos para a retomada da economia no Rio de Janeiro
até a segunda-feira (30).
Segundo Witzel, as medidas protetivas contra o coronavírus
no estado do RJ podem ser reavaliadas caso a ajuda não chegue.
"Não podemos pedir para autônomos e pequenos
empresários ficarem paralisados se não houver uma sinalização imediata do
ministro [da Economia] Paulo Guedes que ele vai colocar pelo menos R$ 500
bilhões na economia -- que é a cifra que nós mais ou menos imaginamos que deve
ser colocada na economia", detalhou.
Segundo Witzel, o estado tem hoje um déficit de R$ 10
bilhões que surgiu em decorrência não só por conta da queda da arrecadação para
preservar vidas no combate ao coronavírus, mas também da queda do barril do
petróleo.
Fonte G1


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